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SECÇÃO: Sociedade


5 Jun, 19:22h

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Ana Rodrigues foi “convidada” a anular a sua matrícula

GRAVIDEZ DE UMA JOVEM MOTIVA A SUA EXPULSÃO DA ESCOLA

Ana Rodrigues, estudante do 11.º Ano da Escola Secundária Januário Leite, no Paul, está em vias de ver a sua matrícula anulada. A direcção da escola justifica a sua decisão “por motivo de parto”, segundo um aviso emitido no dia 28 de Maio. A jovem, não concordando com esta decisão já fez chegar uma carta ao Ministério da Educação onde pede a intervenção da Ministra no sentido de não permitir a anulação da sua matricula.

Paul, 5 de Junho - Ana Maria Dias Rodrigues, estudante do 11.º Ano da Escola Secundária Januário Leite, Concelho do Paul, residente no mesmo Concelho está em vias de ver a sua matrícula anulada.

A estudante estava grávida e já no final do período de gestação e, num aviso emitido e assinado pela professora Alda Maria Martins Lima, datado de 28 de Maio do corrente ano, lê-se: “ A Direcção da Escola Secundária Januário Leite, vem por este meio avisar professores e alunos da turma 11.ºC Área Económico e Social, que a aluna Ana Maria Rodrigues fica suspensa das aulas por motivo de parto. A mesma deverá pedir a anulação da sua matrícula para o presente ano lectivo”.

Ana Rodrigues, sentindo-se injustiçada, já fez chegar uma carta ao Ministério da Educação e Ensino Superior onde explica o sucedido e apela à intervenção da Ministra no sentido de impedir a suspensão da sua matrícula pelo motivo apresentado pela direcção da escola.

A jovem considera não haver sustentação legal nem moral para a sua suspensão ou anulação forçada de matrícula junto daquela instituição de ensino. Na referida carta compreende-se o motivo da indignação de Ana Rodrigues pois na mesma lê-se: “A aluna do 11.ºC, Ana Maria Dias Rodrigues, expulsa da Escola Secundária que frequentou durante todos esses três períodos lectivos, deu à luz no dia 02 de Maio do presente ano e, é de realçar, que é muito estranho que a Direcção da referida Escola não tivesse dado conta da sua gravidez para depois cometer a hedionda ilegalidade de expulsar uma aluna, por sinal das melhores, pois até então conseguiu uma Média de 17,1 valores.”

Pergunta-se então o que acontecerá a tantas outras jovens estudantes deste país que engravidam em tenra idade? Não podem estudar porque a maternidade lhes bateu à porta numa altura menos conveniente? Jogam-se pela janela fora 17,1 valores (em 20) numa situação que sequer afectou o rendimento escolar de Ana?

De realçar que já estamos praticamente no final do ano lectivo e a jovem está em plenas condições de retomar as aulas após o parto.

Na carta de Ana Rodrigues lê-se o seguinte apelo: “A superior intervenção do Ministério que V. Ex.cia superiormente dirige mostra-se imprescindível no sentido de repor a legalidade e dar a uma jovem estudante, e agora também mãe, a oportunidade de exercer os seus direitos constitucionalmente consagrados, no caso concreto o direito à educação e tratamento justo, bem como dignidade.”

Resta à Ministra da Educação decidir qual o futuro de Ana Rodrigues.

Eurico H Santos

Consulte as noticias em arquivo desta secção.

Comentários dos nossos leitores
Teófilo Soaresteosoares65@yahoo.com.br
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Quantos dias é que a lei dá de licença para parto? Se se admite grávidas na escola, as faltas dadas para o parto deviam também ser justificadas e as horas para o aleitamento. É assim a vida, não podemos ir contra a Constituição e o direito de procriar é de todos nós. Aliás os machos pais deviam também ser suspensos pelo mesmo período, assim ficava promovida a igualdade entre os generos.
 
Undertakerpdc@c.rip
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Deixem a aluna-mãe estudar! Queriam que ela tomasse a decisão, mais nefasta, como tomam algumas? Se ela andasse a perturbar o normal funcionamento das aulas, é que deviam tomar esta vil decisão, mas tudo parece correr de bem. Será quee sta escola é para a formação de soror? Só assim se comprenderia a decisão, mas numa escola pública nunca! Pelo ano lectivo pode-se constatar que esta boa estudante já deve ter maturidade suficiente e por isso deixem as coisas caminhar e para o bem dela. Deixem de ataques psicológicos, porque isso em nada abona a quem tomou a vil decisão. Nesta terra, como sabemos, quando coisas destas acontecem é porque as duas partes não estão sintonizados na mesma cor partidária.
 
;)kgh2f@fdskjhf.cv
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Mi e kontra kel lei li, ma lei o ki ten e pa kunpri tanbe. E sta prenha i lei ta fra ma e ka debe sta na skola o ke sta prenha, e ta kontinua studa prosimu anu.
 
sarasarasmatos@hotmail.com
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Durante o tempo que vivi e dei aulas em Cabo Verde achei que este assunto deveria ser encarado de uma outra forma. Primeiro devia haver uma politica mais eficaz no sentido de combater estas gravidezes precoces. Já vimos que o "flafla" nas aulas não está a resultar, já vimos que a mentalidade dos nossos adolescentes não é muito diferente dos seus pais e avós, no que diz respeito à natalidade. Ter um filho deve ser uma decisão pensada e amadurecida porque é para toda a vida!Mas... estas coisas acontecem e não se deve excluir uma boa aluna no final do ano lectivo, sobretudo quando revelou ser boa aluna, parece não ter qualquer caso de mau comportamento. Há uma jovem mãe, há uma criança, a escola não deve ser a causa de uma enorme frustração. Deve, no meu entender, promover a integração desta aluna para que ela não veja no bebé uma espécie de entrave para a concretização dos seus sonhos. A escola deve acompanhar esta familia no sentido de incutir valores de responsabilidade e proximidade familiar. Quanto aos pais dos bebés... por que razão nunca são responsabilizados? Uma criança tem direito a uma familia, a conhecer as figuras que a constituem. Espero que esta jovem que se mostra menos resignada, do que muitas outras que já viram a sua matricula ser suspensa, seja um alerta para uma situação quase quotidiana.
 
jailson meliciojailsonmelicio@hotmail.com
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Isto é uma coisa que ja deveria ser revista, visto que se por ventura o pai for aluno tambem, este fique impune.Isto é desigualdade de direitos ja que se ambos vao ser pais so a mae vai ser expulsa porque tem barriguinha?Nao estragam a vida da futura mae, é claro que isto nao quer dizer que as alunas vao começar a engravidar,mas as escolas tem de apostar é na prevençao e nao nestas teorias absoletas,da puniçao e da lei do mais forte.
 
jorge santosjorgesantos@hotmail.com
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O Liceu Januário Leite está de rasta, é preciso tomar uma decisão com a Direcção da Escola, principalmente o Directora arrogante. Quem é o pai, cuidado com os professores pedofelos. Aquele Liceu está com falta de tomar algumas decisões, porque senão Paul fica para trás e mal visto. Sra Ministra por favor dá uma olhadela ao Paul, porque Paul merece outro tipo de Liceu. É só ver o que está a passar com as alunas e alunos. Nesse Liceu tem falta de respeito entre os professores e alunos. Alunos a namorar com professores e vice-versa. Paul merece uma outra Direcção do Liceu. Ate breve
 
Rui Costaruicosta.radio@gmail.com
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Realmente é um caso a rever, porque a aluna permaneceu no liceu durante toda a sua gravidez. Ainda mais depois do Parto ela ja assistiu duas semanas de aulas e so agora desde a passada sexta feira foi tomada a decisão de suspende-la da escola. Pergunto, será que é incompetencia da direção? Porque por lei ela deveria ser expulsa durante o periodo de gravidez e não depois do Parto. A Aluna ANA merece estudar e por conseguinte é um dos melhores alunos da escola com uma média de 17.1. fiquem bem.
 
ZelibraZelima@hotmail.com
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O convite à anulação da matrícula nada tem de mal neste caso. Saibamos exercer os nossos direitos de forma inteligente. A estúpida crença no direito de se suicidar como forma de se realizar só a aceita quem de si nada tem e por isso se oferece para ser o outro pensando que desta forma é capaz de ser alguma coisa. Palhaços!
 
Carloscalosa@hotmail.com
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Na minha modesta opinião acho que a luno deve ser suspensa sim senhor. Primeiro não podemos estar a misturar as coisas, com base numa interpretação errada do que de e ver a democracia e os direitos humanos. A Escola é local para aprender os conhecimentos necessario para nos preparar para uma vida profissional, não local para se produzir crianças. Na planificação que cada um faz da sua vida, de certo que não contemplou fazer filhos enquanto estudo. Por isso tem que acaretar as coisequencias dessa não panificação. Ela que continue as estudar no proximo ano lectivo. Não se lhe pode dar regalias que não existem para casos semelhantes, no Ministério da Educação. Todos devems estar conscientes que devemos ser responsáveis pelos nossos actos. Portantpo essa aluna ao engravidar, deveria saber as consequencias que teria. Agora acho justo que o pai da criança, caso seja também aluno, sofra alguma penalização, pois ele foi para a escola estudar e naão engravidar filha de ninguém. No dia em que todos estivermos conscientes que é assim que as coisas devem funcionar, de certo que as gravidazes vão diminuir um pouco por todos os liceus de Cabo Verde.
 
pedroalcantara.pedro@hotmail.com
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A situação é sem dúvida alguma, extremamente delicada. Mas a aluna, agora mãe, não pode ser prejudicada nesta altura do campeonato em que o ano lectivo praticamente já terminou.É uma questão de bom senso apenas. Se a escola quisesse tomar as medidas correctivas que se impunham, devia então agir há muito mais tempo e não agora, depois que a aluna investiu todo o seu tempo participando das aulas e na preparação das provas parciais e com sucesso, a ponto de ser considerada uma das melhores alunas até chegar ao ponto onde se está neste momento - menos de duas semanas para o fim do ano lectivo- para vir com atitudes de retaliação contra a mesma. Por mais " delicado" que a situação seja para os administradores da referida Escola do Paul, acredito que deviam reconsiderar, ponderar bem e julgar o caso por forma a que a jovem não saia prejudicada. Fosse eu a julgar, deixaria a estudante apresentar os seus exames,(porque como se sabe, um ano de perdido jamais se recupera). Caso se queira tomar então alguma medida punitiva, seria então a de a proibir de se inscrever no próximo ano lectivo, por razões que a Direcção da Escola saberia explicar melhor que ninguèm). Mas não será a melhor decisão a de impedi-la de apresentar os seus exames relativos a este ano escolar.
 
mcindignadamcindignada@hotmail.com
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é um absurdo esses leis pateticos que governo ou ses capanga te continua te implementa, acho que es ca te intende que cada um tem direito a vive se vida de maneira quel te atcha correto e que ca ti ta bai ter reflexo nenhum na ses vida. mim é um daques que perde um ano letivo visto que um tava gravida um foi obrigada a anula matricula pa mim e pa tuda quem que te intende é um grande absurdo esse lei que foi implementado e de autoria de vitor borges!!!
 
Arnaldo Silvaarnaldopsilva@sapo.cv
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Espero que a Ministra da Educação tenha o bom senso de mandar anular esta decisão desumana, infundada e violadora do proprio direito humano.
 
Ellen Rosarioellendeise@hotmail.com
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E' um direccao cu um mentalidadi di quel tipo la qui ta podu pa dirigi um scola? Acesso a educacao e' um direito fundamental qui tudu alguem tem, ca importa bu situacon. Na qualquer pais qui ta usado raciocinio quel cusa la e claro, mas so na Cabo Verde qui guentis na um posicao mas alto ta oprime mas coitado pes podi mostra ou xinti ma es qui sta manda, es e quenha pe impidi alguem di bai scola? quel aluna la ca sta cumpri cu si dever, e ca sta tem bom notas? direcao ca tem nenhum poder pa decide tempo qui alguem ta tem se fidjo, si era si farmacia ta usaba es como pilula.N'ta spera ma senhora ministra ta djobi pa quel assuntu li pamodi, alguem cu quel mentalidade la ca sta habilitado pa dirige um estabelecimento di ensino.
 
Olivia Barelaoliviabarela@yahoo.com
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Bem feito.Tudu quenhe qui tene se fidjo na Escola ka pode seta qui um menor sta acompanhadu de Gravida.O qui dja e tem fidjo e pode volta pa scola.Durante e sta gravida se lugar e na casa e acompanha conselhos de se Medico. Muito,Muito,Muito bom Trabadjo pa dereson de Scola Olivia Barela
 
Undertakerpdc@c.rip
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Peço à Senhoria CARLOS, que releia a notícia n-lhões de vezes, que aprenda a escrever português, que leia os comentários aqui emanados para que volte a comentar. Também releia o comentário do Undertaker e pense na parte que diz da cor partidária. Engravidou, assistiuas aulas até ao fim, tem boas notas e agora que o ano está terminando é que tem de anular a matrícula? "Aldrabão (não) sou eu e não minto tanto". Reveja os casos de pedofilias relatados, também num dos comentários.
 
Peter PamPP@globo.com.br
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Eu não sei do que mais É CAPAZ este partido! Sem comentário! Ter filho, não elimina o direito de estudar na secola pública. A perda de DIREITOS, numa sociedade democrática só É VÁIDA SE FOR decretada por um JUÍZ DE DIREITO. Fora disso é ILEGAL. ACORDA POVO, ESTAMOS NO SÉCULO DO CONHECIMENTO. PUXA VIDA, COMO É DIFÍCIL SER GOVERNADO POR NABOS!
 
Carina Britobrito_cary_@hotmail.com
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Já nao é tabu nenhum uma aluna engravidar na escola, Diga a essa directora para " tchá de show", e deixar a aluna terminar os seus estudos porque o filho nao lhe impede em nada. Ainda mais a criança já nasceu. é só justificar a faltas e mais nada. Diga a professora ela nao está nos anos 60 que tudo era escuro uma aluna engravidava e ficava as escondidas durante 9 meses. Deixa-lhe estudar o seu 12º e quando ela voltar do seu curso o seu filho já estará quem sabe no jardim se deus assim quizer e é um orgulho para um filho substituir a sua mae. Ouvinte de s.vicente
 
dorescvgirls@hotmail.com
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ohh olivia santa paciencia, gavidez é doença... é por causa des mentalidade ki teni mundi jovens ta aborta e te morri. mi é contra, fica 9 mes na casa ta fazi o quê??!´nomi me ta fla gravidez precoce, indesejado nhos ka atxa ma kez menor la meste de apoio em vez de punição...skola, ministerio de educação devi mas do que nunca apoia e incentiva campanhas preventivas nes caso.
 
Ester N. Araujoesteraraujo@hotmail.com
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Isto é a manifestação clara do subdesenvolvimento deste país. Isto que já vem do tempo de Vitor Borges como ME é típico de partidos totralitários e países atrasados. Uma vergonha para Cabo Verde. Nem nos paises africanos mais atrasados isto se faz. Trata-se de uma medida que me lembro ter sido condenada pela Ordem dos Advogados quando a Drª Lígia era bastonária e dava luta aos desmandos do Governo e da Cristina Fontes. també ela foi condenada e desmontada pelos garndes democrtasa Jorge Carlos Fonseca e casimiro de Pina em muitos artigos de jornais. Onde estão a Vera Duarte e a Comissão do Género? Estão presas pelo governo e benesses do poder? Este país está de rastos, esta medida revela onde estamos, no patamar não de paisers de desenvolvimento médio mas na barbárie mais absoluta. Até sinto vergonha de ser caboverdeano.
 
Manuel de Novasmanueldenovas@yahoo.com.br
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Boa noticia para os reaccionários. Onde estão as feministas deste país ou estão todas vendidas ao PAICV/GC? Que merda de governo de esquerda é este? Nem o partido republicado e Mccain defenderiam uma medida ridicula destas. Cabo Verde caminha para o abismo. Vera Duarte quero ver agora o que vais dizer para não perderes o emprego. Espero que o MPD quando for governo te tire imediatamente a mama. saudades tenho da Dr Lígia Fonseca e do seu marido que combateram estas praticas medievais.
 
Nelson Reisnelsonreis@yahoo.com
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Gostaria de ler uma opinião do mestre Jorge Fonseca sobre o assunto.Acho que Cabo Verde está a afundar-se, se não houver mudança de governo. Veiga, Zona, Jorge Santos unam-se e salvem este nosso país
 
Ernestina Santostina.ssantos@gmail.com
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Há coincidências interessantes. Na terça-feira passada, no lançamento da revista "Direito e Cidadania", na Feira do Livro em Lisboa, no debate que se seguiu pus-me ao lado da jovem licenciada Eurídice Monteiro por tomar posições defensivas da mulher. Isto depois de eu ter ouvido homens a falar poeticamente da bela vida que as mulheres cabo-verdianas sempre tiveram em Cabo Verde!!! E referi unicamente este exemplo, o das adolescentes que são proibidas de frequentar aulas quando ficam grávidas, quando se ignora perfeitamente a responsabilidade que o pai deveria partilhar. Jorge Fonseca lembrou que não é uma lei, referindo que a situação é mais difícil de ser resolvida por isso... Não fiquei para ouvir o resto porque estava estoirada após um dia de trabalho, mas a minha convicção não mudaria de certeza: a escola é um local de estudo e só pode imiscuir-se na vida dos alunos quando há comportamento incorrectos, de "escândalo público"! Estar grávida ou dar à luz não é nada disso, só o acto sexual na escola justificaria essa atitude da direccção. Pena que os deputados da Assembleia não estejam sensibilizados para este problema, que tem efeitos nocivos na aprendizagem dos jovens, mais que necessária para um país em desenvolvimento, além de que a medida +e castradira e não tem nenhum reflexo significativo no número de adolescentes grávidas. ÉW preciso apostar em aulas de educação sexual e cívica em força, isso sim. E batalhar para que os homens assumam de uma vez por todas a sua quota-parte na responsabuilidade! Esta medida faz lembrar a lei colonialista que obrigava as solteiras grávidas a serem despedidas! Francamente, estamos no séc. XXI!!!
 
djosajose@hotmail.com
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oh mente brilhante!!! pedofilia? que mania de imitaçao!!!!até quando continuam com a mente encravada na imensidão do vale... haja paciencia pra tanta ingnoranciae frustração
 
pedro silvapetossil@hotmail.com
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a primeira coisa que queria é que não há expulsão nenhuma. a segunda: será que quem opinou acerca do assunto tem conhecimento daquilo que se passou ainda antes da aluna dar à luz? ou estão a falar à toa. se existe a medida é para ser cumprida. outra questão é que, apesar do pseudónimo gostaria que o jorge santos denunciasse claramente os casos de envolvimento porque é muito grave. quem esconde é porque é medroso.
 

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