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SECÇÃO: Colunistas |
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Tere Tavares - QUEM SABE DO MESMO VERÃODe Tere Tavares, poeta da nova geração brasileira, a de “Identidade”, chega-nos mais uma prenda de Natal que ofertamos aos nossos leitores. Espreitando “onde os desertos andam”, conheçamos o “sol dos destinos” em boa companhia Nem os carinhos esperam das brisas futuras, o sol dos destinos, onde os desertos andam, um brando vento. Os juncos sem motivo. Esbater-se num incerto detalhe, supremos momentos em que se tem por companhia o suave rosto do exílio, em tons límpidos como o céu e as águas, ouvir ou lembrar, algures, o silêncio de todas as nuvens. A areia morna tornando-se esquecida do mundo. Até não perceber a íntima presença, a impressão de que há tempo, muito tempo, aquela espuma se assemelha com algo da própria alma, e já não se é mais só. Alçantes do raso, soando ao longo da margem, regressos, memórias, amores. Os relevos todos do sentimento ao que se faz presente, amado. Faz-me bem. Mais que bem. Faz-me pensar que será eterno o meu sentir. Faz-me viver sem pensar. (Tere Tavares, Dezembro 2008
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