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SECÇÃO: Colunistas


11 Nov, 05:13h

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A Coluna de Eunice Silva

POR UMA PRAIA LIMPA E SEGURA

Raras são as familias, na Praia, cujos membros não tenham sido vítimas dessa epidemia. Desta forma, toda a “basofaria”, a irresponsabilidade, a omissão dos factos, traduzida na frase está tudo sob controle, deram lugar à exposição forçada, sem rodeios e sem máscara, da cruel e dolorosa situação em que vêm vivendo os praienses

A notícia de que o mosquito que provoca a DENGUE estava em Cabo Verde e tinha começado a matar sem dó nem piedade, atacando a todos que passassem pelo seu caminho, caiu que nem uma bomba. Os praienses que inicialmente recorreram ao tradicional “konto nobo” apelidando-o de “sacudim djam bem”, acordoram assustados e, muitos que encolheram os ombros como que a dizer: nada tenho a ver com isto, descobriram que, na verdade, têm a ver sim e muito.

As corridas aos bancos de urgência, aos centros de saúde, às farmácias e às clinicas particulares não impediram que houvesse vítimas mortais, tornando-se a preocupação ainda maior, com os populares a socorrerem-se de todos os meios ao seu alcance, incluindo o recurso à confecção de repelentes caseiros. E, mesmo nas ilhas menos ou não atingidas quanto a cidade da Praia, a população não está de braços cruzados, tem agido firmemente na prevenção.

Raras são as familias, na Praia, cujos membros não tenham sido vítimas dessa epidemia. Desta forma, toda a “basofaria”, a irresponsabilidade, a omissão dos factos, traduzida na frase está tudo sob controle, deram lugar à exposição forçada, sem rodeios e sem máscara, da cruel e dolorosa situação em que vêm vivendo os praienses.

Do meu ponto de vista, o deficit de investimento público em infraestruturas urbanas associado à pobreza extrema dos que vêm à procura de trabalho e sobrevivência condicionaram o correcto crescimento e desenvolvimento da cidade. As administrações anteriores não conseguiram ajustar/inverter o rumo das coisas, tendo antes pautado por uma gestão paliativa e de cosmética, não atacando os problemas na sua raíz.

Não foi surpresa nenhuma para mim o aparecimento e a propagação rápida da DENGUE na Praia e, pergunto o que se poderá esperar de uma cidade onde:

1. Reside mais de ¼ da população do país;

2. O crescimento da população é cerca de quase duas vezes superior à média nacional;

3. Cerca de 40% da população recorre à subtração na rede pública para aceder à energia;

4. O desemprego atinge mais de 40% dos jovens, que por falta do que fazer enveredam-se por comportamentos disviantes, como o álcool ou a droga;

5. Pessoas são assassinadas em zonas nobres e em plena luz do dia, sem que as autoridades consigam apanhar o assasino;

6. Pessoas convivem no seu dia a dia com animais à solta, lixo e, as vacas andam nas avenidas e no meio das estradas;

7. As ruas estão invadidas de vendedores e prestadores de serviço ambulantes;

8. Cerca de 20% da população é imigrante-estrangeiro, sendo a grande maioria na situação irregular, desqualificado, pobre e desempregado;

9. Mais de 40% das famílias não tem casa de banho;

10. Apenas 15% tem acesso a rede de esgoto;

11. 53% não tem acesso à água canalizada;

12. 45% das famílias ainda abastecem-se de água em chafarizes.

Com toda a modestia de uma cidadã preocupada com o rumo das coisas e sobretudo como praiense permitam-me deixar aqui apenas algumas sugestões, de caracter urgente, às autoridades:

 Foi com satisfação que vi o Sr. Presidente da Câmara da Praia anunciando que, no quadro desta campanha de combate para a irradicação dos fócos de contaminação, irão selar todos os pardeeiros e construções inacabadas. Digo o seguinte ao Sr. Presidente: neste particular, a Câmara deve ir um pouco mais além, isto é, selar e de seguida fazer um anúncio público para que os proprietários desses pardeeiros/construções inacabadas se apresentem nos Paços do Concelho, onde caso a caso será analisado, no sentido de um acordo para a demolição, finalização ou venda em hasta pública com proveitos para as partes. Fechado o acordo avançar para a sua execução ou no caso do proprietário não comparecer ou não colaborar a Câmara deverá agir coercivamente, pela via legal que lhe confere o poder de autoridade e no interesse público.

 As carcaças, ferro velho, equipamentos, carros abandonados e outros, devem ser igualmente objectos, de um anúncio público dando um prazo para serem removidos, extinguidos ou colocados em lugar apropriado. Findo o prazo a Câmara apreenderá esses “materiais/equipamentos”, independentemente de serem lixo, recicláveis ou material aproveitável, para depois lhes dar o devido tratamento;

 Os animais à solta devem ser banidos da cidade com recurso às apanhas periódicas e criação de um cativeiro municipal onde seriam colocados durante um prazo mínimo, findo o qual serão vendidos, com proveito para a Câmara, ou mortos conforme os casos em presença;

 Vendedores ambulantes – a bem sucedida investida da Câmara que conduziu à evacuação das vendedeiras ambulantes das ruas do platô tem hoje como resultado a proliferação desconcentrada de vendedeiras e vendedores, peixeiras, sapateiros, costureiros, incluindo a confecção de alimentos em fugareiros improvisados, etc por toda a cidade. Há que travar isso, com mão dura. Cumprindo e fazer cumprir a lei, a bem do interesse público, colectivo.

É claro que há “muiiiiiiiitaaaaaas”coisas por fazer pois, a Praia está estragada e é muito mal amada por nós que somos munícipes. Neste sentido, os praienses devem optar entre “viver na porcaria” com doenças transmissíveis a bater à porta de cada um, com insegurança, com falta de água e energia ou levantarem-se, pôrem-se de pé, para proteger e promover a qualidade de vida nesta cidade, exigindo quando é de exigir, fazendo quando é de fazer, chumbando quando é de chumbar. E, face à situação, não há tempo a perder. O importante, neste momento, é prepararmo-nos para tomar as medidas e acções necessárias, de modo a prevernirmo-nos para que no próximo ano, os ovos, entretanto espalhados pelos mosquitos, não venham a reproduzir-se na época das chuvas. Não queremos mais epidemias..

As autoridades têm que ser firmes recorrendo a medidas coercivas lá onde se justificar. O Governo, a Câmara Munipal, a Delegacia de Saúde a Polícia de Ordem Pública, os tribunais e os munícipes devem deixar de lado as diferenças e encontrarem entendimentos para trabalharem juntos. Aqui não não deve haver atitudes do tipo “a minha parte já fiz, agora faz a tua”. A acção é conjunta, permanente e contínua.

Por último, não queria deixar de apelar aos urbanistas e planificadores do território, para projectarem a cidade da Praia no sentido da sua contenção e não expansão. Pessoalmente, discordo daqueles que na planificação territorial primam pela criação de novos espaços de expansão urbana, no pressuposto de que a elaboração de planos de ordenamento não tem por objectivo final criar novos espaços para se construir mais casas, mas sim melhorar a condição de vida das populações.

A este propósito, vem aí o programa “Casa para Todos”. Que venham muitas, o quanto antes, e que sejam construidas casas dignas para as nossas populações em todo o território nacional. Porém, dentro dos limites impostos pela dimensão territorial do país e de cada concelho, em particular. No caso da ilha de Santiago, por exemplo e, em particular a cidade da Praia, não se pode continuar a crescer desta forma (3,4%). É insustentável e não traz qualidade de vida para os praienses. Esperemos que o censo de 2010 não nos venha a trazer surpresas, o que é muito provável.

Eunice Silva

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Comentários dos nossos leitores
Joel Chantrejochantre@hotmail.com
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É verdade Eunice: "As autoridades têm que ser firmes recorrendo a medidas coercivas lá onde se justificar". O problema é que temos um governo que navega a olho nos votos. Se é para ganhar voto sim senhor. Se é para perder voto não senhor. São tão parvos que ainda não compreenderam que esses votos que hoje ganham, amanhã será a arma contra eles, tal é a desgraça que vão causando. Hoje, depois desta epidemia não haverá muita gente contra medidas fortes contra todo este desmando. Mesmo assim o que vemos? Um PM e ministros preocupados em publicidade e mais publicidade a custa dos que morrem por não terem dinheiro para comprar os medicamentos, sem falar já em repelentes. Esta é a hora de o Governo, a Câmara Munipal, a Delegacia de Saúde a Polícia de Ordem Pública, os tribunais e os munícipes deixarem de lado as diferenças e encontrarem entendimentos para trabalharem juntos. Aqui não deve haver atitudes do tipo “a minha parte já fiz, agora faz a tua”. A acção é conjunta, permanente e contínua. Resta saber se JMN estará dispodto a isso. Ainda é capaz de dizer que antes assim, com dengue, porque os tags estão a ser atacados e a bandidagem diminui. Oh paicv, onde chegaste e nos fazes chegar?
 
V.Silvasoncent61@hotmail.com
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Exma Sra Eunice Silva, A sua crónica é uma das mais realistas até agora publicado. A sua visão é clara e verdadeira sobre a realidade que se vive na cidade capital. Estamos perante um grande problema social, que ao fim e ao cabo todos nós seremos responsabilizados. Os factos falam por si. O nosso Cabo Verde de hoje, parece ter duas caras: uma virtual e uma real. Isto é, os governantes andam sempre a fazer propagandas sobre boa governação (?) onde os indicadores de desenvolvimento aparecem com notas positivas em comparação ao nosso continente (dos piores somos os melhores!) entretanto esses governantes parecem negar a dura realidade dos grandes problemas que a Sra. acabou de abordar. É de realçar que a maioria dos cabo-verdianos ainda vive com grandes dificuldades em busca do seu sustento. Obrigada!
 
Djuzinhodjuzinho@djuzinho.com
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Excelente texto. Gostei da forma distante e imparcial que analisa Praia, os seus problemas e, com toda a humidade, deixa sugestões que penso deviam ser análisadas pelos decisores pois existe aqui bom "pano para manga". Eunice Silva esta de Parabens!!!
 
afonsoafonseca369@sapo.cv
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Do mesmo modo que todos os anos por altura das chuvas se falava em paludismo em Cabo Verde de hoje em diante todos os anos se vai falar em dengue.É importante saber quantos tipos de dengue estão em Cabo Verde, pois se for apenas um tipo, neste momento muitas pessoas já têm defesas para esse tipo de dengue, e continuam em pânico a gastar o que têm e não têm em meios de defesa contra o mosquito. Não sendo especialista na área agradeço que alguém esclareça este facto. Diz-se que uma parte das pessoas que se dirigiram ao hospital e centros de saúde com dengue tiveram muito provavelmente gripe A. É importante antes das próximas chuvas (2010) criar meios para chamar as pessoas de novo e fazer testes, para saber se tiveram dengue, gripe A, paludismo ou se não foi apenas psicológico. Deste modo podemos saber os números reais desta pandemia, localização dos principais focos e estar melhor preparados para o ano que vem.
 
carlosecarlosevy12@hotmail.com
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Uma boa opinião, aplaudo fortemente a Eunice Silva, tens uma boa visão do que está a passar nesta Cidade, até porque esse discurso é emocionante.Muitas das vezes a nossa Cidade não desenvolve, porque a Câmara é extremamente politizada e instrumentalizada pelos Partidos Políticos, então nesses casos por mero populismo, para não serem prejudicados a eles e os seus partidos durante as eleições autárquicas e legislativas não tomam muitas medidas consideradas impopulares.Por isso que eu no lugar de Ulisses não aceitaria o cargo de Vice Presidente do seu Partido, porque a partir dali passará haver mais acomodismo na Câmara, para não prejudicar o seu partido, já que se aproxima as eleições.É TERRÍVEL A SITUAÇÃO DA PRAIA, QUE NÃO COMPACTUA COM PAÍS DE DESENVOLVIMENTO MÉDIO. É SÓ DAR UMA VOLTA PELA SUCUPIRA E VER A SELVAJARIA DOS RABIDANTES, OCUPAM PASSEIOS AGORA ESTÃO A OCUPAR AS ESTRADADAS, COM BIDÕES E PRODUTOS DE VENDAS.JUNTO DO CARTÓRIO E DO OUTRO LADO DA SUCUPIRA DE FORMA SELVATICA ESSES RABIDANTES DESCALCETARAM TODOS OS PASSEIOS, COM AS REFERIDAS PEDRAS DESCALCETADAS FAZEM BALCÕES EM CIMA DE PASSEIO, OS FISCAIS DA CÂMARA PASSAM NÃO ACTUAM E NÃO TOMAM MEDIDAS, A POP (Policia da ordem Pública) PASSAM PASSIVAMENTE.Em relação ao paludismo há dias um caboverdiano foi a Senegal, fazer a compra apanhou paludismo naquele PAÍS.Durante ESTE ano houve uma emigração em massa desses africanos(Costa africana).Como entraram? Eu peço de VOLTA JÚLIO CORREIA, POIS ELE TEVE MÃO DE FERRO CONTRA ESSA EMIGRAÇÃO DESCONTROLADA DESSES CIDADÃOS. ESSE ACTUAL MINISTRO (LIVIO LOPES) É MUITO MOLE.DEPOIS QUE ELE FOI NOMEADO MINISTRO TENHO OBSERVADO UM FENOMENO ESTRANHO NA PRAIA, O AUMENTO EXPONTANIO DESSES CIDADÃOS (DA COSTA DA AFRICA). É SÓ DAR UM PASSEIO PELA ZONA DE ZUCUPIRA.É PRECISO MÃO DURA. Se não foram tomadas medidas a sério contra essa imigração desses “mandjacos”.Daqui há um anos poderá haver tumulto sociais, provocados pelos ditos madjacos, pois haverá acrescentamento de mais desigualdade social
 
E. Tavaresetavares@gmail.com
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Realismo puro e ainda a dar sugestões para melhorar a nossa Praia....Parabéns Minha Engenheira querida. Muito profissionalismo na tua matéria, assim é que se faz.
 
mariade tchadamariadetchada@hotmail.com
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As políticas que têm sido seguidas por nossos (des)-gorvenantes dá esse retrato verdadeiro e que dá frio nas costas. O “diploma” de PDM obtido por esses senhores só enganou alguns incautos que, por cegueira política ou ignorância, são presa fácil da propaganda oficial. Cabo Verde já tinha problemas enormes com uma boa parte da sua população emigrada vivendo em péssimas coisas nos bairros degradados de Lisboa, etc, mas que por uma política aberrante abre as portas do País, no quadro de um acordo de interesse duvidoso, a tal ponto que quase um quarto da população do País vem do Continente africano, sem nenhum controlo “sendo a grande maioria na situação irregular, desqualificado, pobre e desempregado”. É claro o Zimbabué pode correr com os africanos do Sul, os congoleses podem recambiar os angolanos, mas nós aceitamos pessoas que manifestamente nada de bom trazem para Cabo Verde. É claro há essa esquerda bacoca que aparecerá a mostrar-se chocada com uma política de controlo e de incentivo de regresso às suas Terras de uma parte dessa população que não tem justificação para estar em Cabo Verde. O Dengue é só mais um flagelo mais recente que assola o País: já nos tinham importado a droga (que não havia em Cabo Verde!), os assassinatos em pleno dia, um urbanismo selvagem, e uma roubalheira por parte de certos espertalhões que se tornaram ricos enquanto a população é obrigada a roubar electricidade e a cometer outros desvarios do género.
 
Maria Mendesmenapraia24@yahoo.com
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Concordo plenamente consigo, Sra Eunice.O Ministro Livio Lopes deve ser dos poucos munícipes da Praia que não tinha conhecimento ou que ficou surpreendido com a situação dramática da porcaria da Praia.Todos os cidadãos adultos e com o mínimo de bom senso sabia.Hoje, depois das mortes e do medo, todos dizem que não vale a pena falar da irresponsabilidade e da Negligência das autoridades dessa cidade. Na minha opinião, a principal causa dessa Epidemia é sem duvida A NIGLIGENCIA DAS AUTORIDADES. Há centenas de queixas de cidadãos feitas por telefone, por carta,por email e todas os outros meios, sobre a situação sanitária da Praia, mas nenhuma das quiexas foram valorizadas,foram atiradas ao lixo.Os moradores do Palmarejo,um dos bairros mais afectados, ha muuuuuuuuuuito tempo que vem pedindo apoio das autoridades por causa das obras inacabadas mas ninguém os respondeu. O Sr Presidente da CMP tem de cumprir a promessa que fez de selar as obras inacabadas e retirar as carcaças dos carros das ruas, concerteza terá apoio de todos os munícipes, Vamos ver se a CMP tem coragem de cumprir essa promessa.
 
Anaanalinapr@hotmail.com
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Falou e disse. Muito bem
 
Tinofaustino.brito@hotmail.com
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Boa Sra. Engenheira. A senhora fala com conhecimento de causa. Infelizmente, enquanto estiver o Sr. Pedro Pires a comandar o país, os caboverdeanos não irão se ver livres dos “mandjakus, em situação irregular, desqualificado, pobre e desempregado”. O homem não tem noção do mal que vem causando a Cabo Verde, querendo forçosamente africanizar este país. Só espero que quando ele deixar a Presidência não vá sentar dentro da sede do PAICV para continuar a fazer estragos ao país. Jovens do PAICV acordem!
 
Déboradsilva@gmail.com
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Esta é uma análise clara do que realmente é a situação da cidade da Praia, situação esta que está se alastrando para todo o país. Não nos digam para não politizar os factos se a governação do país está sob a responsabilidade de um partido que é o PAICV. Então a quem devemos cobrar ou reclamar? Ao MPD? À UCID? O Governo do PAICV depois de 9 anos a gerir o país tem não só maus resultados como o páis está-se afundando. Os “big-bosses” do PAICV, a começar por Pedro Pires, seguido do José Maria Neves e os demais, que assumam as suas responsabilidades e dêem um sinal a este povo de que as coisas vão mudar. O Sr. Basílio que saia imediatamente do Governo e vá se ocupar do outro cargo que tem. Se calhar, prestaria melhor serviço ao país se, enquanto Secretário Geral, estivesse exclusivamente a ocupar-se do partido que também está orfão.
 
Cidadãcidada@hotmail.com
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Simplesmente triste a nossa situação. Onde vamos parar?
 
Victorvictor.teixeira@yahoo.com
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Aos caboverdeanos não foi perguntado se queriam essa integração na CEDEAO. É uma imposição do PAICV. Prometeram várias vezes rever esta situação, em particular no que toca à circulação de pessoas, mas não passou de conversa fiada. Hoje estamos a pagar carro por esta entrada descontrolada e continua dos “madjakus” na nossa terra. O Dr. Carlos Veiga tem que dizer, claramente, aos caboverdeanos se, ganhando o MPD, vai manter esta situação ou não.
 
Manomanuel1952@yahoo.com.br
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Alguém pode me apontar um benefício que seja da integração de Cabo Verde na CEDEAO? E os milhares de ciddadãos da costa africana que estão em Cabo Verde o que fazem, e do vivem? Porque não exigir vistos de entrada a esses cidadãos? Continuam a entrar em massa e o Governo nem está aí.
 
democraciademocracia@hotmail.com
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Os meus parabens Eunice pela tua grande explanação. Resta agora os políticos a ceder esta instrução de que quanto mim não tem dúvida. Viva Praia, viva Cabo Verde.
 
Inesig@hotmail.com
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Achei muito interessante o que a Dr. Eunice escreveu. Há só um problema, é que se o governo não estender as mãos em abrir o cofre e tirar fora as que já roubou para facilitar o trabalho da camara municipal que é para todos sara impossível ou não muito se poderà fazer. O engraçado é que anteriormente a câmara municipal era facilitadado, sem controlo dos beneficios ecónomicos a ela oferecida quando na direção do mesmo estava um farabuto desemportado, parodiento e irresponsavel do Felizberto Vieira(Filu)e agora que temos a frente uma pessoa responsavel, humilde, carismático e que sabe fazer o seu trabalho o governo a seu ódio e vingaça bloca todas as entradas por de ver a actal câmara em deficuldades.
 
carlacarla.barros@cvt.cv
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mais uma dica, em Dezembro as escolas estarão fechadas então podia-se fazer campanhas de desinfestação contra os mosquitos em todas as escolas primarias secundarias e universidades
 
Calúcarlostavares@yahoo.com.br
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O Dr. Ulisses na sua visita óntem a Fonton disse aos jornalistas que o Governo deve ajudar a Câmara, abrindo os cofres e financiando projectos para melhorar a cidade. Efectivamente, não se pode esperar que a Câmara de Ulisses consiga, por si só resolver, todos os problemas da Praia, quando o Governo, que tem os recursos, não colabora, preferindo recorrer-se das suas fundações e ONG´s para fazer trabalhos que são da competência da Câmara ou bloquear as iniciativas desta. Não obstante, a atitude “bota baixo” do PAICV, é visível o esforço e a competência da equipa da CMP em melhorar a Praia. Força Ulisses e a sua equipa!
 
jose pinajo@hotmail.com
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É salutar saber que finalmente ainda há excelência nas mentes cabo-verdianas, não obstante a agressão contínua praticada pelos africanistas, os bandalhos, os preguiçosos, os exploradores das consciências. A prova disso é essa patrícia que escreve um artigo de uma lucidez enorme. Este artigo deve servir de inspiração a alguns partidos políticos se querem de facto debelar os gravíssimos problemas de que sofre a nossa sociedade. Sem tais reacções estamos condenados a ver desaparecer Cabo Verde com as suas características sui generis, que era o orgulho
 
Praense de gemaPra@hotmail.com
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Oh Niche, que grande tristeza. Fui passar férias à minha querida cidade da Praia (pois vivo agora nos USA, cidade onde nasci e cresci, fiquei triste. Primeiro, não vi quase ninguém conhecido, gente da minha cidade não vi ninguém. Só vi pessoal do interior, das ouras ilhas e os chamados "mandjacos". Segundo, a minha cidade, a cidade da minha infancia e da minha juventude está totalmente caótica (desorganizada, suja). É como dizes, a cidade da Praia precisa ser mais amada. Os politicos trabalham com objectivos eleitoralista, e como a Praia é o maior centro eleitoral do País,não tomam medidas que os possam prejudicar nas eleições, em detrimento de uma cidade cada vez mais caótica. Já é tempo de rever esse acordo da CEDEAO, porque não sei o que é que nós ganhamos com esse acordo. É preciso falar descomplexadamente e sem cinismos Parabens Niche, pelo artigo
 
vandovsemedomarta@yahoo.com.br
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Eunice, querida. Da ultíma vez que estive dentro do Sucupira, fiquei aterrorizada com a quantidade de Gente vinda da costa africana. Onde vive essa gente ? O que fazem? Como entram aqui? Que doenças são portadoras? E é assim que o Saneamento vai piorando, as barracas vão aumentando, as doenças alastrando, a delinquência e a droga vai ganhando terreno. Que mais valia nos trazem essa gente? para que os queremos? Paremos esta invasão enquanto é tempo NIVELEMOS por cima, e não por baixo.
 
ediledilsdom@hotmail.com
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Um óptimo artigo de opinião! Gostei...É verdade que devemos juntar as Câmaras Municipais, Delegacia de Saúde, Ministérios e todos os órgãos do estado e da sociedade para combater essa epidemia. Mais regulamentos e fiscalização. Victor, não menospreze os mais pobres e nem chame os negros da costa ocidental africana de "mandjakus", pois seria muito feio para um cidadão honesto, que penso seres. A globalização é bom, a abertura comercial é bom, a abertura ao mundo é bom...Não podemos viver fechados nestas pequenas ilhas armados em "brancos" e discriminar os africanos! É grave a sua forma de pensar!Não queres que Cabo Verde faça parte de CEDEAO mas queres que entre na união europeia, mas não te esqueças que os europeus querem controlar o mercado externo e os seus países de origem. Sabias que a Dengue teve a sua origem no Brasil e não na Costa Africana como bem lhe parece? Lembra que no ano passado o Brasil foi assolado pela epidemia da dengue e houve várias vítimas mortais e o nosso país foi alertado no sentido de prevenir mas não ligaram a isso, afirmando que tudo está sob controle! Esqueceste que nós temos portos e aeroportos para controlar o nosso país, se alguém trouxe doença ao arquipélago é por culpa dos governantes que deviam agir preventivamente, embora não seja 100% a prevenção. Cabo Verde pode fazer parte da CEDEAO, pois ganhamos com ela, somos um país pequeno de poucos recursos e, a quem diga que a nossa saída será no sector de serviços e a costa africana poderá ser um dos nossos mercados. Nós queremos que os outros (brancos ou ricos) nos ajude mas muitas vezes não queremos ajudar os mais pobres ou mandjakus (como dizes)da CEDEAO.
 
ViviVictor1959@yahoo.com.br
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Entraram contaminados na nossa terra, trazendo a desgraça. O medo espalhou-se. O próprio Primeiro Ministro que está acamado com a infecção da DENGUE deve estar muito preocupado, pois, é um dos principais responsável pelo estado em que o país se encontra. Doravante, quero ver se ele vai ter a "lata" de falar em "Cabo Verde está na moda", é o "país mais bem govenado da África", "estamos na 3ª posição no continente", "temos prestígio e somos respeitados junto da comunidade internacional" etc.
 
José Teixeirajteixeira@hotmail.com
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Nós somos um país pobre e de poucos recursos. Por isso, não podemos estar a receber imigrantes pobres para vir sobrecarregar ainda mais a nossa terra. Preocupemo-nos em resolver os problemas da nossa gente primeiro, antes de carregar sproblemas dos outros
 
Pereirapereirabenvinda@yahoo.fr
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Excelente artigo, bem realista. As questões sanitaris são importantes, a hygiéne é fundamental. Jà muito que certas decisões podiam ser tomadas...
 
mariade tchadamariadetchada@hotmail.com
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Já sabia que viria um irresponsável como o Sr. EDIL armado em defensor da entrada incontrolada de imigrantes da costa africana (não digo mandjacos, porque há também mandingas, fulas, etc) num País a braços com enormes problemas e que não está preparado para tamanha invasão. Queria ver como reagiria o Sr. EDIL se a sua moradia fosse invadida por várias pessoas e que n~ao tivesse os meios para os receber condignamente. Pedir-lhes-ia para saírem. São esses teóricos que têm dado cabo da nossa Terra e se não reagirmos, vão ainda provocar mais estragos. Como é que um pequeno País como Cabo Verde pode suportar que de repente haja quase 25 % de população estrangeira a engrossar o número de seus habitantes. Repito que os próprios zimbabueanos e os congoleses e n~ao só repatriam africanos de outros países! Porque não nós? A CEDEA foi uma invenção dos governantes mas como sempre numa tomada de decisão sem reflexão. Se Cabo Verde fosse uma loja esses caixeiros incompetentes, isto é os governantes teriam já sido despedidos.
 
Brasileiraumamaria@hotmail.com
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Edil!!!! A dengue chegou ao Brasil, na época do colonialismo, oriunda da áfrica.... E, a melhor maneira de extermina-la é acabar com a porquice. Não há governo nesse mundo que possa fazer o trabalho sozinho. Povo educado é povo limpo, vivo no sul do Brasil e não temos dengue, malária, e outras mazelas sabes pq?Pq não esperamos que o governo venha limpar nosso quintal e cada um faz sua parte...
 
BarcatiBarcati@hotmail.com
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Um bom artigo e com maus comentaristas. Antes de acusar este ou aquele partido devem meter mãos às obras como fez o pessoal do governo. Comentar todos sabemos,executar que não. Não é de hoje que Praia é suja. Lamento morar nesta cidade.
 
Joséjos@hotmail.com
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Barcati, isso é fácil. Se não queres morar nesta cidade, é só sair daqui. Não é preciso lamentar. Se todos os problemas fossem deste tipo meu caro, o mundo era uma maravilha e a Cidade da Praia era um paraíso.
 
Calúcatav@hotmail.com
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Comentário:
É pá, tem cusa k é simples Barcati. ka bu cria problema na undi k ca ta existe. Si bu ca cré sta na Praia, caminho largo vento frescu... Nu ta agradece. Na um artigo objectivo sima queli, é preciso bu ser també objectivo, antes di bu sai em defesa di bus guentis di governo.
 
Quelaquela.cv@hotmail.com
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Comentário:
Parabens por tão desejado artigo. Penso que foi um desabafo por quanto o povo caboverdeano esta a sofrer com essa epidemia.Veio para colocar à prova a "boa governação" que se vem proferindo aos quatro cantos do mundo de tal maneira que as pessoas acabam por ver o que não esta vendo.Temos um país de duas caras, uma virtual outro real.É só saírem à rua para verem tantos problemas sociais:jovens desnorteados, sem trabalho, sem acesso às escolas, famílias desempregadas a viverem no linear da pobreza, lixo, desorganização, assassinatos, vandalismo, roubos, este é o paìs real o resto são falsos indicadores.A epidemia da dengue veio para demonstrar que o país não vai bem, que o governo deve tomar medidas urgentes, preocupar mais com o povo, isto que é boa governação, investir mais no saneamente, ajudar mais as Câmaras independentemente da cor política, investir mais na saúde, tomar medidas urgentes, porque afinal somos um país de desenvolvimento médio e já basta de morrer inocentes.
 
Joaquim ALMEIDAsoalmeida@free.fr>
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Cara colunista ,Maria de Tchade ; compreende-se perfeitamente a sua analise em relaçao aos emigrantes (estrangeiros) que procuram o nosso pais e maior parte das vezes ,clandestinamente o que vem agravar a situaçao ,aumentando a populaçao em nosso pais ,particularmnete ,na ilha capital . Porém jà se previa isso,pois essa envasao jà vem de alguns anos e os governos ,quer seja da governaçao do MPD e nem do PAICV ,nao fizeram caso ,antecipando esta referida situaçao ,tomando medidas para que isso nao acontecesse . Hoje Cabo Verde é bem conhecido -pode-se dizer assim-pelo menos no continente africano;que se trata de um arquipélago,cuja superficie està ficando cada vez mais sem espaço para receber emigrantes estrangeiros . Mas nao devemos esquecer ,que o caboverdiano ,também emigrou à procura de uma vida melhor ,vida essa que nao tinhamos na nossa terra e isto vem desde dos principios do século passado !! Nao devemos esquecer que ,uma grande parte da riqueza de Cabo Verde , vem do exterior ,particularmente dos seus emigrantes !!! Encontra-se ainda em alguns paises do continente africano ,importantes comunidades caboverdiana e com segundas terceiras geraçoes ,-digo de passagem ,que nao sou a pessoa ,competentemente indicada ,para descrever a historia da nossa emigraçao ,mas que me compete relembrar às pessoas desta geraçao,que devemos ponderar ao falar de MANDJACOS ,MANDINGAS ,FULAS ,PAPEIS ,BALANTAS ,porque até agora ,o caboverdiano està a conviver com êles em suas terras !.. Repito devemos ponderar ,pensar bem antes de pronunciarmos sobre esta situaçao . Cabe ao governo tomar medidas ,pois como jà disse um articulista ,foi para isso que o povo votou nêle .Esperemos que nao seja tarde demais e que a nossa terra venha recuperar a sua situaçao normal ,para que os turistas possam continuar a visitar o seu solo ,porque sabemos ,Cabo Verde vive também de turismo . Um criol na Frânça ; Morgadinho !..
 
mariade tchadamariadetchada@hotmail.com
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Caro JOAQUIM ALMEIDA, UM CRIO EM FRANÇA, MORGADINHO! Ninguém discorda do facto de que todos temos que ser acolhedores na nossa Terra. E o facto de os cabo-verdianos estarem espalhados pelo mundo não obriga Cabo Verde com os seus parcos recursos e enormes problemas a receber todos os que estão na miséria, às vezes por culpa dos próprios governantes de seus países. Quando fala da França, um território enorme comparativamente aos menos de 5000 km2 de Cabo Verde, já há vozes que se levantam (e não as da extrema-direita!) para começar a considerar que há demasiados estrangeiros no País. Sobretudo que a emigração actual não é como a dos nossos pais que iam para lá só para trabalhar e ajudar Cabo Verde e os familiares que ficaram na Terra. Hoje os próprios “criols” como você diz já nem sempre se comportam da melhor maneira e irão ter cada vez mais problemas se não se compenetrarem de que somos e continuaremos a ser estrangeiros em terras alheias. Os imigrantes estrangeiros que estão em Cabo Verde sobretudos os clandestinos devem preparar-se para, com uma pequena ajuda, voltarem para a terra deles. Os que trabalham têm que se adaptar aos nossos costumes e não nos trazer hábitos que não se coadunam com os nossos. Não é preciso chegar ao extremo horrível praticado por certos continentais africanos contra outros “irmãos” africanos, como são os casos mais recentes de Zimbabué com os africanos do sul ou dos congoleses com os angolanos. Temos que ser civilizados e nisso diferenciar-se de muita barbaridade que se vê, por vezes no continente, mas temos que estar conscientes das nossas limitações.
 

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