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14 Nov,
07:02h
Alexis Andrade Monteiro, de 22 anos, estuda e trabalha
JOVEM CABO-VERDIANO É SUCESSO NAS PASSARELAS DO CEARÁ
Cláudia Bettencourt Lima fez chegar à nossa redacção esta notícia que dá conta do sucesso do cabo-verdiano Alexis Andrade Monteiro, de 22 anos, nas passarelas do Brasil. O jovem tem sido destaque na imprensa local e o texto que se segue foi destaque em uma página da revista brasileira RAÇA
Fortaleza, 14 Novembro - O estudante e modelo Alexis Andrade Monteiro, de 22 anos, deixou Cabo Verde para, inicialmente, morar em São Paulo. Os planos, porém, mudaram quando ele esteve de férias no Ceará, em 2002, na companhia da mãe e se apaixonou pelo clima e alegria do povo. “Me senti maravilhado por esse Estado”, confessa.
Morando em Fortaleza há três anos e meio, Alexis encontrou na cidade um óptimo ambiente para estudar. Actualmente ele cursa o último semestre do curso de Analista de Sistemas na Faculdade do Nordeste (Fanor) e trabalhar. “Já fiz desfiles, eventos, fotos e propagandas de TV”, conta, orgulhoso.
Como destaque, ele cita o concurso Beleza Negra de Fortaleza, realizado em 2007, quando ganhou o primeiro lugar. “Aqui no Ceará tem uma carência de negros tão grande que as pessoas nos estranham, então esse concurso tinha o objectivo de resgatar os negros daqui, que se escondem da sociedade”, relata o cabo-verdiano.
Trocar um arquipélago de dez ilhas vulcânicas por um país imenso como o Brasil não fez com que o modelo se sentisse longe da sua terra. O clima de Cabo Verde (tropical seco) é bem parecido, a culinária e o gosto pelas festas, praias e surfe, também. Para ele, apenas em relação à cultura é que as coisas ficam mais distantes, mas nada que o faça pensar em voltar tão cedo para sua terra natal. “Adoro o meu país e a África em geral, mas se conseguir uma oportunidade de trabalhar aqui e crescer profissionalmente, gostaria muito de ficar por mais uns anos”.
Como factor negativo, apenas o racismo tira o modelo do sério, coisa que presenciou nos dois países. “Mas a discriminação começa por nós mesmos. Aquela velha frase que diz que o negro é o principal e o primeiro racista da sua própria raça é verdade. Temos que parar de ser frágeis, nos impor mais para não sermos discriminados.”
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